http://www.pierreverger.org/fpv/index.php?option=com_content&task=view&id=148&Itemid=547
local: Terreiro Pai Maneco - Gira para os animais
foto: Sidney Oliveira
Espaço dedicado a publicar e divulgar teses, dissertações, monografias, artigos e demais trabalhos acadêmicos sobre a Umbanda e suas fontes.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano III, n. 9, Jan. 2011 - ISSN 1983-2850
foto Sidney Oliveira
UEUB Cab, 7 Encruzilhadas
(Rio de Janeiro-RJ)
UEUB Cab, 7 Encruzilhadas
(Rio de Janeiro-RJ)
FÉ CEGA JUSTIÇA AMOLADA OS DISCURSOS DE CONTROLE SOBRE AS PRÁTICAS RELIGIOSAS AFRO-BRASILEIRAS NA REPÚBLICA (1889/1950)
Mario Teixeira de Sá Junior
Doutor em História pela UNESP (2008)
Professor adjunto na UFGD/FADIR.
O presente artigo pretende contribuir no entendimento dos mecanismos que a nascente república brasileira construiu para limitar a laicização do Estado brasileiro contida nas Constituições a partir de 1891, mais especificamente em seu artigo 11 parágrafo 2. Em contra partida ao referido artigo surgem os códigos penais de 1890 e 1940, além de instituições públicas que procuraram impedir as práticas religiosas afro-brasileiras. Em seus discursos ora elas aparecem como não religiões, sendo seus participantes enquadrados como realizadores de animismos e fetichismos, ora como contraventores, ora como praticantes de medicina ilegal etc. Dessa forma, com o fim da escravidão e o nascimento da república, dentre os espaços de controle da imensa sociedade brasileira de afrodescendentes estarão presentes os órgãos do judiciário como cerceadores e desqualificadores dessas práticas. Essa pesquisa é um diálogo entre os campos teóricos da História Cultural e da Antropologia Cultural e teve como abordagem metodológica a análise dos códigos de lei do período analisado.
sábado, 26 de março de 2011
XI Congresso Internacional da ABRALIC - USP – São Paulo, Brasil
Metáforas da Memória e da Resistência:
uma análise dos pontos cantados na Umbanda
Mestranda Carina Maria Guimarães Moreira1
(UNIRIO)
RESUMO - O presente ensaio, partindo da análise dos pontos cantados nos rituais da Umbanda, mapeia possíveis influências centro-africanas contidas nessas expressões poéticas. Os Pontos Cantados possuem ritmos e funções variadas. Sua poesia, constituída da palavra e seus ritmos cantados, conferem-lhe um poder mágico, sendo interpretado na Umbanda como uma forma de oração, servindo para direcionar as giras e auxiliar os guias em seus trabalhos. Assim, além de evidenciarem sua matriz centro-africana, eles apresentam as marcas adquiridas no seu caminho histórico, que é nosso caminho histórico, brasileiro. Aqui, abrem-se diversas opções de analise do Ponto Cantado. O que a primeira vista é apenas um canto ritmado, mostra-se como uma expressão poética fluida e complexa em suas relações entre palavra, ritmo, música, dança e crença, fazendo-a repleta de símbolos e memória.
uma análise dos pontos cantados na Umbanda
Mestranda Carina Maria Guimarães Moreira1
(UNIRIO)
RESUMO - O presente ensaio, partindo da análise dos pontos cantados nos rituais da Umbanda, mapeia possíveis influências centro-africanas contidas nessas expressões poéticas. Os Pontos Cantados possuem ritmos e funções variadas. Sua poesia, constituída da palavra e seus ritmos cantados, conferem-lhe um poder mágico, sendo interpretado na Umbanda como uma forma de oração, servindo para direcionar as giras e auxiliar os guias em seus trabalhos. Assim, além de evidenciarem sua matriz centro-africana, eles apresentam as marcas adquiridas no seu caminho histórico, que é nosso caminho histórico, brasileiro. Aqui, abrem-se diversas opções de analise do Ponto Cantado. O que a primeira vista é apenas um canto ritmado, mostra-se como uma expressão poética fluida e complexa em suas relações entre palavra, ritmo, música, dança e crença, fazendo-a repleta de símbolos e memória.
foto:www.paimaneco.org.br
terça-feira, 22 de março de 2011
Revista SCIENTIA PLENA VOL. 3, NUM. 5 2007
www.scientiaplena.org.br
Adailson Jose Rosendo Bomfim (UFSE)
(artigo) Um “Alarido” Neopentecostal: Diversidade e Ressignificação Simbólica na Igreja Universal do Reino de Deus
A busca de uma dimensão religiosa para a existência parece ser o desafio supremo do homem “contemporâneo”, insatisfeito com a visão racional de mundo que o pensamento científico e materialista lhe apresenta como discurso de verdade. Há outro em cada um de nós, meio adormecido e enterrado. No inconsciente, que não se vê refletido nesse saber e clama por outras categorias explicativas do cosmo que venha restabelecer o sentido da vida. Nesse aspecto crucial, a IURD surge no cenário religioso brasileiro como uma grande “aldeia” que oferece uma diversidade de bens simbólicos de outras religiosidades. O presente artigo visa dar um passo inicial no nosso projeto para dissertação de Mestrado em Sociologia que se propõe analisar, particularmente, de que maneira os bens simbólicos “afro-espíritas” são ressignificados e retrabalhados no interior da Igreja Universal.
Palavras-chave: Ressignificação, bens simbólicos, “afro-espíritas”, IURD.
foto: Sidney Oliveira
local: TPM Florianópolis
Evento: Amaci (10/2010)
sábado, 19 de março de 2011
artigo interessante
FOTO: SIDNEY OLIVEIRA
Lages, S. R. C. & D'Ávila Neto, M. I. Vida cigana: mulheres, possessão e transgressão no terreiro de Umbanda. 12 - Pesquisas e Práticas Psicossociais, 2(1), São João del-Rei, Mar./Ag., 2007
Vida Cigana: Mulheres, Possessão e Transgressão no Terreiro de Umbanda.
Prof. Dra.Sônia Regina Corrêa Lages
Maria Inácia D'Ávila
Maria Inácia D'Ávila
UFRJ
(Universidade Federal do Rio de Janeiro)
PALAVRAS CHAVE: médium, Pomba-gira Cigana Esmeralda, possessão, táticas de transgressão, representações sociais.
(Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Este ensaio tem o objetivo de analisar a relação de uma mulher médium com uma entidade sobrenatural que ela incorpora, a Pomba-gira Cigana da Umbada/Quimbanda. A possessão, pode ser traduzida como uma ação de resistência aos poderes sociais opressores presentes no seu cotidiano. A partir do conceito de artes de fazer definido por De Certeau, narrativas da médium são analisadas como redefinições de práticas e usos que lhe são impostos pela sociedade. A análise revela como a possessão pode servir para a construção de uma identidade condize nte com suas necessidades pessoais, como instrumento de posicionamento social e como meio de denunciar as imposições do discurso oficial sobre os papéis sociais reservados para as mulheres.
PALAVRAS CHAVE: médium, Pomba-gira Cigana Esmeralda, possessão, táticas de transgressão, representações sociais.
sexta-feira, 11 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Revista Brasileira de História das Religiões – Ano I, n. 3, Jan. 2009 - ISSN 1983-2859
Dossiê Tolerância e Intolerância nas manifestações religiosas
O JESUÍTA ANÔNIMO E A PARÓDIA DEMONÍACAAna Raquel Portugal (UNESP - FRANCA)
Nesse estudo trabalhamos com a diferença de interpretação histórica e literária e sua importância na análise de crônicas dos séculos XVI e XVII sobre a história da conquista e colonização do antigo vice-reinado do Peru, procurando entender o imaginário demonológico dos espanhóis que participaram e descreveram esse encontro cultural. Para proporcionar uma melhor compreensão do tema, analisamos parcialmente a crônica do Jesuíta Anônimo através de uma leitura isotópica mostrando como este cronista fez alusão à participação de forças diabólicas em atividades contrárias à catequese com o intuito de persuadir o leitor a crer na benevolência e superioridade da Companhia de Jesus no processo de evangelização dos povos andinos. Essa obra exemplifica o encontro de imaginários, em que realidade e ficção se mesclaram para enaltecer as atividades jesuíticas.
PALAVRAS-CHAVE: Crônica; demonologia; evangelização; análise isotópica.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O fogo através do fogo: Ogum e a Calcinatio no Processo de Psicoterapia | Terreiro de Umbanda do Pai Maneco
O fogo através do fogo: Ogum e a Calcinatio no Processo de Psicoterapia Terreiro de Umbanda do Pai Maneco
foto: Sidney Oliveira
Gira na Praia - TPM (Floripa)
foto: Sidney Oliveira
Gira na Praia - TPM (Floripa)
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
XI Congresso Internacional da ABRALIC
13 a 17 de julho de 2008
Mestranda Carina Maria Guimarães Moreira1 (UNIRIO)
13 a 17 de julho de 2008
USP – São Paulo, Brasil
Metáforas da Memória e da Resistência:
uma análise dos pontos cantados na Umbanda
Mestranda Carina Maria Guimarães Moreira1 (UNIRIO)
Resumo:
O presente ensaio, partindo da análise dos pontos cantados nos rituais da Umbanda, mapeia possíveis influências centro-africanas contidas nessas expressões poéticas. Os Pontos Cantados possuem ritmos e funções variadas. Sua poesia, constituída da palavra e seus ritmos cantados, conferem-lhe um poder mágico, sendo interpretado na Umbanda como uma forma de oração, servindo para direcionar as giras e auxiliar os guias em seus trabalhos. Assim, além de evidenciarem sua matriz centro-africana, eles apresentam as marcas adquiridas no seu caminho histórico, que é nosso caminho histórico, brasileiro. Aqui, abrem-se diversas opções de analise do Ponto Cantado. O que a primeira vista é apenas um canto ritmado, mostra-se como uma expressão poética fluida e complexa em suas relações entre palavra, ritmo, música, dança e crença, fazendo-a repleta de símbolos e memória.
foto Sidney Oliveira Gira no TPM - Floripa:
foto Sidney Oliveira Gira no TPM - Floripa:
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Foto: Sidney Oliveira / Lucilia Guimarães
BREVE ENSAIO SOBRE O SAGRADO E O PROFANO NA
FESTIVIDADE DE IEMANJÁ NA PRAIA DO MEIO, NATAL - RN
Patrícia Santos FAGUNDES;
Ian Bruno Mendonça TAQUARY
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Rua Creso Bezerra, 1864,
RESUMO
O presente artigo visa analisar a festividade de Iemanjá que ocorre anualmente na Praia do Meio, localizada no município de Natal, Rio Grande do Norte, sob as perspectivas da Geografia Cultural, ramo da Geografia que estuda as manifestações da cultura no espaço. Considera para tanto a criação de um espaço sagrado em tal espaço essencialmente profano durante o curso do ano. Tal evento religioso apresenta-se como uma das inúmeras tradições culturais da cidade que tem por característica a predileção por certos espaços geográficos, fato este capaz de propiciar o desenvolvimento de atividades econômicas na área onde o evento se desenvolve, bem como movimentações populacionais locais e turísticas. Por tais motivos escolheu-se a referida festividade acreditando-se ser esta um interessante meio de se observar as mudanças que um acontecimento religioso pode provocar ao seu entorno espacial. Para tanto, foram elaborados levantamentos bibliográficas em periódicos e livros da área, entrevistas a moradores e comerciantes cujos estabelecimentos se localizassem próximos a referida praia bem como registro fotográfico de momentos antes e durante o acontecimento. Conclui-se com a pesquisa que o espaço onde se desenvolve a referida festividade é marcado por símbolos culturais, como uma imagem do orixá Iemanjá, cuja presença ao centro da praia tem atraído fiés de diversas religiões, dentre as quais se destaca a católica e as denominações espirituais afro, que se deslocam inclusive de outros municípios para a celebração de um novo ano, com as bênçãos de sua divindade. Conclui-se ainda que o referido espaço passa por transformações não características de outras épocas do ano, aumentando nesta o índice de presença turística e de atividade do comércio informal, caracterizado por ambulantes e outros pequenos comerciantes.
artigo: ODOIÁ! DAS TERRAS DE AIOCÁ ÀS TERRAS DA BAHIA:
Yemanjá, a sobrevivência de um mito no mar do tempo
Yemanjá, a sobrevivência de um mito no mar do tempo
Silvânia Almeida da Silva[1]
RESUMO
Este trabalho tem por objetivo evidenciar a relação entre o mito Iorubá de Yemanjá e a obra amadiana Mar Morto. Através dessa narrativa Jorge Amado nos convida a navegar num intenso mar, cheio de mistérios e magia, onde mitologia e realidade se fundem e quem as vivencia não consegue desvencilhar uma da outra, como num jogo de semelhanças e diferenças que constituem o individuo como integrante desse universo simbólico de Mãe - África. Nesse romance, Amado estabelece o diálogo entre Literatura e Sociedade mítica dos afrobrasileiros, configurando seu texto como matriz simbólica para a representação do mito iorubano de Yemanjá.
Este trabalho tem por objetivo evidenciar a relação entre o mito Iorubá de Yemanjá e a obra amadiana Mar Morto. Através dessa narrativa Jorge Amado nos convida a navegar num intenso mar, cheio de mistérios e magia, onde mitologia e realidade se fundem e quem as vivencia não consegue desvencilhar uma da outra, como num jogo de semelhanças e diferenças que constituem o individuo como integrante desse universo simbólico de Mãe - África. Nesse romance, Amado estabelece o diálogo entre Literatura e Sociedade mítica dos afrobrasileiros, configurando seu texto como matriz simbólica para a representação do mito iorubano de Yemanjá.
(1) Graduada em Letras e Marketing. Especialista em Estudos Linguísticos e Literários (UNEB – Universidade do Estado da Bahia).
foto: Sidney Oliveira
domingo, 16 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Revista Psicologia em Estudo - Print version ISSN 1413-7372
vol. 6 n. 2, pp 107-113, doi 10.1590/s1413-73722001000200015, ano 2001.NASCIMENTO, Adriano Roberto Afonso do; SOUZA, Lídio de and TRINDADE, Zeidi Araújo.
EXUS E POMBAS-GIRAS: O MASCULINO E O FEMININO NOS PONTOS CANTADOS DE UMBANDA.
O presente trabalho tem como objetivo a caracterização dos Exus e Pombas-Giras, através dos pontos cantados da Umbanda, considerando aspectos que remetem a uma configuração mais ampla de componentes do imaginário social brasileiro. Foram submetidas à Análise de Conteúdo 221 letras de pontos de Exu e Pomba-Gira. Os pontos de Exu contêm maior freqüência de menções relacionadas à descrição de poder e funções atribuídas a essa entidade (31,6% das respostas) e à sua identificação e saudação (22,4%). Os pontos de Pomba-Gira apresentam mais freqüentemente a descrição de poder/funções atribuídas (30,23% das respostas) e a caracterização da entidade (30,23%). Os resultados possibilitam relacionar as características das entidades aos papéis socialmente esperados de homens e mulheres. Exu é representado pela liberdade, força e, principalmente, pelo trabalho. Pomba-Gira é representada através de atributos considerados típicos do sexo feminino, como beleza e sensualidade, e também pelo trabalho. Os dados remetem a uma análise que procura a articulação entre fatores raciais e de classe social presentes na sociedade brasileira e as características definidoras das entidades, identificadas nos pontos.
foto: Sidney Oliveira
Gira na Praia - Terreiro Pai Maneco
sede de Florianópolis (SC)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Iniciamos pesquisa de materiais academicos sobre determinadas entidades.
Comecamos pelo Caboclo Akuan
(grafado originalmente como Akuen).
Caso algum leitor frequente ou eventual, sobretudo de outros estados, tiver conhecimento de algum trabalho academico sobre esta entidade, por favor indique a este blog.
Desejamos a todos vocês
Boas Festas
com muito axé
e um excelente 2011.
SARAVÁ ACADÊMICOS!
foto: www.paimaneco.org.br
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Estudos Avançados
Print version ISSN 0103-4014
Estud. av. vol.18 no.52 São Paulo Sept./Dec. 2004
DOSSIÊ RELIGIÕES NO BRASIL
O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso
Reginaldo Prandi
Resumo: Desde os estudos de Roger Bastide, na década de 1940, muita coisa mudou no Brasil, também no âmbito das religiões e das religiões afro-brasileiras. Velhas tendências foram confirmadas, novas direções foram se impondo. Religiões recém-criadas se enfrentam com as mais antigas, velhas religiões assumem novas formas e veiculam renovados conteúdos para enfrentar a concorrência mais acirrada no mercado religioso. Vou tratar aqui de um ramo religioso pequeno demograficamente, porém importante do ponto de vista de seu significado para a cultura brasileira e da visibilidade que transborda de seu universo de seguidores: as religiões afro-brasileiras. Trata-se de acompanhar as mudanças numéricas encontradas pelos censos para dimensionar os seguidores das religiões afro-brasileiras, e de examinar algumas de suas características, como cor e escolaridade, para então avançar, sem perder de vista as peculiaridades constitutivas e organizacionais dos cultos e terreiros, alguma explicação sobre mudanças pelas quais vêm passando essas religiões nos dias de hoje.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Psicologia: Teoria e Pesquisa - ISSN 0102-3772
Psic.: Teor. e Pesq. vol.24 no.2 Brasília Apr./June 2008
ANÁLISE DO MOVIMENTO EM RITUAIS UMBANDISTAS
Marielle Kellermann Barbosa (USP-RP)
José Francisco M. H. Bairrão (USP-RP)
RESUMO: A presente pesquisa teve como obtivo fazer a análise do movimento em rituais umbandistas e, dessa forma, contribuir para o conhecimento da sua linguagem corporal, assim como fornecer subsídios para o desenvolvimento de uma etnopsicologia brasileira. Para efeito de análise, foi utilizado o método Laban, que visa analisar, segundo elementos de esforço, a movimentação corporal, assim como a tonicidade muscular, em relação ao peso, tempo, espaço e fluência. Foram examinados registros em vídeo de diversas classes de "espíritos" do panteão umbandista. A análise dos movimentos peculiares às diversas classes de "espíritos" mostrou que elas diferenciam-se umas das outras por padrões que as caracterizam em relação aos elementos de esforço analisados. Concluiu-se ser possível utilizar o método Laban para discriminar categorias do panteão umbandista e, dessa forma, acrescer o conhecimento a respeito da linguagem corporal nesse culto.
palavras-chave: análise do movimento; etnopsicologia; psicologia e religião; umbanda; linguagem corporal.
foto: Sidney Oliveira
Homenagem a Yemanjah 2010 (Terreiro Pai Maneco)
Marielle Kellermann Barbosa (USP-RP)
José Francisco Miguel Henriques Bairrão (USP-RP)
domingo, 19 de dezembro de 2010
Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), trabalho intitulado: Elementos de Rituais Afro-brasileiros sob a Ótica de Re-significação Iurdiana: uma Etnografia dos Exus na Umbanda e na Igreja Universal do Reino de Deus. Pesquisa orientada pela Prof. Rachel Rocha de Almeida Barros.
Thiago Angelin Bianchetti (UFAL)
Thiago Angelin Bianchetti (UFAL)
Os Exus na Umbanda e na Igreja Universal do Reino de Deus
Apresentação: O presente artigo pretende discutir o sincretismo da Igreja Universal do Reino de Deus – IURD - em relação aos símbolos das religiões afro-brasileiras. Entender a postura e a dinâmica presentes nos rituais afro-brasileiros como também nos cultos das sessões de descarrego da IURD, a fim de produzir uma etnografia. Para tanto, foram observados os cultos afro-brasileiros realizados na casa Palácio de Iemanjá, situada no bairro do Jacintinho, e os do Templo Maior da IURD, situado no bairro de Mangabeiras, ambos em Maceió-AL. Pretende-se abordar como as entidades espirituais se manifestam nestas duas esferas religiosas a partir de uma observação direta dos cultos. Observo as festas oferecidas aos Exus na casa Palácio de Iemanjá como também os expurgos destas entidades na IURD, contudo o foco principal não é evidenciar o conflito religioso, e sim, mostrar que em um processo de inversão simbólica dos Exus e outros elementos da Umbanda e do Candomblé, a IURD evidencia seu caráter sincrético-religioso.
Apresentação: O presente artigo pretende discutir o sincretismo da Igreja Universal do Reino de Deus – IURD - em relação aos símbolos das religiões afro-brasileiras. Entender a postura e a dinâmica presentes nos rituais afro-brasileiros como também nos cultos das sessões de descarrego da IURD, a fim de produzir uma etnografia. Para tanto, foram observados os cultos afro-brasileiros realizados na casa Palácio de Iemanjá, situada no bairro do Jacintinho, e os do Templo Maior da IURD, situado no bairro de Mangabeiras, ambos em Maceió-AL. Pretende-se abordar como as entidades espirituais se manifestam nestas duas esferas religiosas a partir de uma observação direta dos cultos. Observo as festas oferecidas aos Exus na casa Palácio de Iemanjá como também os expurgos destas entidades na IURD, contudo o foco principal não é evidenciar o conflito religioso, e sim, mostrar que em um processo de inversão simbólica dos Exus e outros elementos da Umbanda e do Candomblé, a IURD evidencia seu caráter sincrético-religioso.
Raquel R. Rotta (USP-RP)
Dissertação de Mestrado (2010)
Dissertação de Mestrado (2010)
Título: ESPIRITOS DA MATA: SENTIDO E ALCANCE PSICOLÓGICO DO USO DO RITUAL DE CABOCLOS NA UMBANDA
Resumo: Os caboclos são entidades espirituais largamente encontradas no panteão umbandista. O objetivo desse estudo foi revelar, no recurso ritual a caboclos na umbanda, os seus sentidos e alcance psicológico. Para tanto foi utilizada uma combinação entre método etnográfico e atenção flutuante a dignificantes que se repetem. Dentre esses significantes repetiram-se alguns termos, como terra, luz, água, raiz, amadurecimento, liberdade e ideal, que podem assumir mais de um nível de significância, por meio de uma ’escrita por imagens’. Caboclos se mostram em relação próxima com médiuns e também com outras pessoas e entidades espirituais, evidenciando seu cunho social. Interpelam seus fiéis iluminando processos de autodescoberta que impulsionam a consumação de potenciais rumo à realização de ideais de si.
Orientador: José Francisco M.H. Bairrão.
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